Em menos de dois anos, o IBIT — iShares Bitcoin Trust ETF da BlackRock — não apenas se consolidou como o ETF mais bem-sucedido da história, mas também redefiniu o papel dos criptoativos no mercado financeiro tradicional. Alcançou US$ 10 bilhões em 50 dias e US$ 50 bilhões em menos de um ano, um ritmo que deixa os lançamentos anteriores de ETF comendo poeira. Para além dos números, o IBIT validou a tese cripto e acelerou a institucionalização do setor.
O ETF mais bem-sucedido da história
A velocidade do IBIT impressiona — US$ 10 bilhões em 50 dias e US$ 50 bilhões em menos de um ano — um ritmo de captação que, nas palavras de Eric Balchunas, da Bloomberg Intelligence, faz dele "o ETF de crescimento mais rápido que o mundo já viu." Com US$ 69,42 bi de patrimônio líquido e taxa de administração de 0,25%, domina o segmento de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, à frente do FBTC da Fidelity (US$ 18,03 bi) e do GBTC da Grayscale (US$ 14,95 bi). Seu sucesso foi além dos números: quebrou o argumento histórico da SEC de que os ativos digitais seriam "imaturos e sujeitos à manipulação", encerrando uma queda de braço de mais de 10 anos. Para o investidor, trouxe acesso simples, seguro (custódia via Coinbase) e regulado ao Bitcoin, eliminando o risco operacional associado às wallets.
O selo BlackRock e o caminho para a tokenização
Para o mercado financeiro tradicional, representado pela própria BlackRock, o IBIT provou que os criptoativos — devidamente empacotados — cabem perfeitamente na prateleira do investidor institucional. O "selo BlackRock" acelerou a institucionalização do setor, abriu espaço para ETFs baseados em outras criptomoedas e deu um grande impulso à tese de tokenização de ativos no longo prazo. Essa comoditização também trouxe risco de centralização, já que parte relevante do supply de Bitcoin passou para a infraestrutura da TradFi: de 20M de BTC emitidos, cerca de 4,1M estão em tesouraria, com ETFs e outros fundos detendo 1.641,15 mil BTC — só a BlackRock detém cerca de 780.000 BTC, atrás apenas dos 1.100.000 de Satoshi. Como apontaram Larry Fink e Rob Goldstein, essa mudança é comparável à digitalização dos mercados nos anos 70 e 80, com stablecoins e ativos tokenizados no centro dessa nova era.
Principais conclusões
- O IBIT alcançou US$ 10 bilhões em 50 dias e US$ 50 bilhões em menos de um ano, o ETF de crescimento mais rápido já registrado.
- Com US$ 69,42 bi de patrimônio líquido e taxa de 0,25%, o IBIT lidera os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, à frente do FBTC da Fidelity (US$ 18,03 bi) e do GBTC da Grayscale (US$ 14,95 bi).
- O IBIT quebrou o argumento da SEC, defendido por mais de uma década, de que os ativos digitais seriam imaturos e sujeitos à manipulação, encerrando uma disputa de mais de 10 anos.
- De 20M de BTC emitidos, cerca de 4,1M estão em tesouraria; ETFs e fundos detêm 1.641,15 mil BTC, sendo que só a BlackRock detém cerca de 780.000 BTC.
- O fundo patrimonial de Harvard deu um passo raro no Bitcoin com uma posição de US$ 443 mi no IBIT da BlackRock, enquanto fundos soberanos de Abu Dhabi e Luxemburgo também revelaram participações.
