A case for AAVE, em dez gráficos. O protocolo venceu; o token não, até uma guerra de governança direcionar 100% da receita à DAO. Toda a tese cabe numa pergunta: essa receita é grande o bastante, e a estrutura durável o bastante, para se ter a Aave via token.
Dos juros dos tomadores ao token
A Aave é a maior plataforma de empréstimos do DeFi, com um histórico de risco quase impecável, mas na maior parte de sua vida o token quase nada capturou disso. Uma disputada guerra de governança em 2025-26 mudou isso: o framework 'Aave Will Win' agora direciona 100% da receita do protocolo e do GHO à DAO e a converte via recompra. Dois filtros dominam o funil: de ~US$1,1 bi de juros pagos pelos tomadores, a taxa de captura de ~13% deixa US$62-142 mi de receita do protocolo, e depois uma recompra discricionária que a DAO dimensiona à vontade (cortada de US$50 mi para ~US$30 mi em março de 2026) entrega ~US$30 mi ao token. O porém é uma base que caiu ~25% do pico e foi cortada pela metade por uma crise em abril de 2026, e uma recompra imutável (Aavenomics 3.0) que foi prevista, não construída.
Principais conclusões
- A receita do protocolo roda entre US$62-142 mi, a faixa de ~2x que governa a tese, e 100% dela agora é direcionada à DAO via recompra (desde abril de 2026).
- A Aave fica com apenas ~13% dos juros dos tomadores como receita do protocolo; os outros ~87% são rendimento do depositante.
- O valor de mercado é de US$1,49 bi com FDV ~US$1,51 bi e ~95% em circulação (teto de 16M), então quase não há overhang; o TVL líquido atingiu o pico de US$30,25 bi (nov 2025) antes de o evento rsETH de 18 abr 2026 cortá-lo de US$26,4 bi para ~US$20 bi em um dia.
